Ela era a menina forte; a menina esperta, a menina graciosa, a menina bonita. Ela era a menina tudo. Sempre. Mas se você a visse agora, duvidaria de mim. Pois o tempo passou, e a menina ali no canto teve de fazer escolhas. Teve de arcar com as consequencias. Teve de abrir os olhos e mudar. A menina ali se perdeu. Agora ela é a menina frágil; a menina invisível, a menina melancólica, a menina estranha. Agora ela é a menina nada.
(melancolica-mente)